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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Aedes aegypti: Pará vistoriou 60% dos imóveis


Foto: Agência Pará
O número de imóveis vistoriados pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas no Pará, na mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika –, já representa 60,27% dos 1.840.433 estimados em todo o Estado. Ao todo, 1.109.211 imóveis, de 129 municípios paraenses, foram percorridos pelas equipes até a última quinta-feira (25), em busca de criadouros e para orientar a população sobre medidas de prevenção ao mosquito. ainda pelo balanço, 272.572 domicílios do Estado estavam fechados ou recusaram a vistoria.
Na última semana, o balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia, apontava apenas 340.808 estabelecimentos (18,5%) de 72 municípios do Estado. Em todo o País, a vistoria já chegou a 23,8 milhões imóveis, o que representa 35,6% dos 67 milhões estimados. O número inclui domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais.
“Tivemos um avanço importante e um alcance de domicílios e prédios muito positivo. O fundamental é estabelecer um processo de sustentação das visitas e dar continuidade a um ambiente seguro e livre do vetor”, destacou o secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira.
Rondônia é o estado que mais teve imóveis vistoriados percentualmente, com 132,5%. Foram 628,9 mil percorridos, 154,5 mil a mais do que o total estimado inicialmente (474,4 mil). Na sequência, o Piauí registrou o total de 113,6% (956,7 mil) e a Paraíba, 105% (1,2 milhão). Em números absolutos, Minas Gerais já percorreu 7,2 milhões de imóveis (101%); São Paulo, 6,2 milhões (38,3%); Rio de Janeiro, 3,7 milhões (55,5%); e Bahia, 3,6 milhões (82,6%).
Além dos estados líderes, Tocantins, Bahia e Mato Grosso superaram 80% de visitas. Goiás, Distrito Federal e Ceará já atingiram mais de 70% do total. Amapá tem registrados 404,1 mil (209%) imóveis trabalhados, mas informou que fará revisão dos números, pois registrou, no sistema, dados cumulativos sobre as visitas. Além disso, 88% dos municípios, ou seja, 4.901 dos 5.570 existentes em todos os estados do Brasil estão notificando as visitas no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR). Os dados são gerenciados pela Sala Nacional com base nas informações transmitidas pelas salas estaduais, a partir da mobilização para realização de visitas pelos municípios.
Entre os 41,5 milhões de imóveis informados pelas equipes locais de mobilização, 1,1 milhão de estabelecimentos foram recuperados, ou seja, houve sucesso no retorno de agentes e militares para acesso ao seu interior. “A presença constante dos agentes e a participação de um número expressivo de militares, além da realização de ações de mobilização por parte do governo federal, têm possibilitado o alcance de mais imóveis e municípios, convergindo para o nosso objetivo maior: a eliminação de focos do Aedes aegypti e a maior proteção da nossa população”, analisa o coordenador da Sala Nacional, do Ministério da Saúde, Marcus Quito.
Durante as visitas, foram identificados 1,3 milhão de imóveis com focos do mosquito, o que representa 3,3% do total de visitados. A meta é reduzir esse índice de infestação para menos de 1% de imóveis com foco. A Sala Nacional contabilizou a recusa de acesso a 155,2 mil imóveis, além de 9,2 milhões de domicílios fechados.
A base de imóveis a serem visitados considera os dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizado com informações de outras pesquisas periódicas do mesmo instituto de pesquisa. Verificou-se que vários municípios possuem quantitativo superior de imóveis, principalmente em municípios pequenos, novos e com empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida. Além disso, com a intensificação das ações de combate ao mosquito e a integração de vários agentes além dos órgãos de saúde, como Defesa Civil, bombeiros, policiais militares e voluntários, alguns municípios estão realizando e registrando no sistema mais de uma visita aos imóveis.

Acusado na morte de professor da UFPA será julgado


Acusado na morte de professor da UFPA será julgado (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)
O mototaxista Allan Franklin Ferreira Rego, de 25 anos, será submetido a júri popular na segunda-feira (29). Ele é suspeito de ter sido contratado para conduzir e dar fuga ao matador do professor universitário Raimundo Lucier Marques Leal Junior, 59 anos. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do estado do Pará (TJPA) nesta sexta-feira (26). 
O réu será defendido pelo defensor público Alex Noronha.  A promotora de justiça Rosana Cordovil atuará na acusação.
Consta no processo que o professor universitário e conselheiro do CREA/PA morreu após sair de uma oficina mecânica, onde levou seu carro para reparos.  Ele foi atingido na cabeça por quatro disparos de arma de fogo, por volta das 13h, do dia 04/08/2012. O crime aconteceu na passagem Três Irmãos, na Avenida Duque de Caxias, bairro do Marco. 
O mandante do crime, engenheiro químico Carlos Augusto de Brito Carvalho, que responde ao processo preso, foi quem levou no próprio carro o executor. Carlão, como é conhecido, sabia que a vítima levaria seu carro naquela oficina e contratou o mototaxista Allan Franklin para dar fuga ao executor.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram na identificação do veículo usado na fuga e levaram a policia ao paradeiro do condutor da moto e aos demais envolvidos.

Três bairros de Belém recebem vacinação hoje


Três bairros de Belém recebem vacinação hoje (Foto: Agência Belém)
Tapanã, Coqueiro e Parque Verde receberão a campanha de vacinação antirrábica neste sábado (27). (Foto: Agência Belém)
Os bairros do Tapanã, Coqueiro e Parque Verde receberão a campanha de vacinação antirrábica neste sábado (27)  para imunizar cães e gatos contra o vírus da raiva. A campanha acontecerá no horário de 8h as 17h, nas unidades de saúde do Tapanã, Satélite, Sideral e Parque Verde, no Coqueiro o pólo  será na igreja Quadrangular do bairro, no centro comunitário Jardim Brasil e no Maguari.
Ao todo serão 33 postos de atendimento, entre fixos e volantes. O objetivo é vacinar nove mil animais, e devem ser vacinados cães e gatos maiores de quatro meses e fêmeas que não estejam prenhas e não foram imunizados na campanha realizada em dezembro de 2015.
Os donos de cães devem levá-los presos em guias e os gatos devem ser transportados em gaiolas ou caixas especiais.

Elcione destina mais de R$ 20 milhões ao Pará


Elcione destina mais de R$ 20 milhões ao Pará (Foto: Lúcio Bernardo Jr.)
Emendas da deputada federal beneficiarão 27 municípios paraenses.Saúde foi contemplada com quase R$ 7 milhões. (Foto: Lúcio Bernardo Jr.)
A deputada federal Elcione Barbalho (PMDB) destinou, por meio de suas emendas individuais, quase R$ 22 milhões para o Estado do Pará, beneficiando 27 municípios. Para a saúde, área considerada prioritária pela parlamentar paraense, quase R$ 6 milhões servirão para estruturar as unidades de atenção básica de saúde em vários municípios. Já para a área de saúde especializada, a deputada Elcione destinou quase R$ 1 milhão para a aquisição de equipamentos hospitalares.
Na agricultura, a preocupação da deputada também é grande, por entender ser essa uma área de estratégia para a economia paraense. Neste setor, Ipixuna do Pará, Monte Alegre, Canaã dos Carajás e Garrafão do Norte receberão mais de R$ 2 milhões. O intuito é apoiar projetos de desenvolvimento da área. “Todo recurso que a gente consegue destinar para cada uma dessas cidades ainda é pouco, pois as deficiências são enormes”, destaca.
A parlamentar afirma que se esforça para conseguir contemplar o máximo possível de demandas dos municípios. “Cada vez que consigo fazer esse recurso chegar me sinto muito gratificada”, diz Elcione, que já está em seu 6º mandato como deputada federal.
PROJETOS
Ela conseguiu também a liberação dos restos a pagar de 2015 de mais R$ de 8 milhões para a conclusão de projetos que já estão em andamento em várias cidades. A deputada também destinou recursos para infraestrutura, turismo, atendimento às mulheres e Justiça (veja mais no box abaixo).

Após decisão, diretoria de sindicato é mantida


Após decisão, diretoria de sindicato é mantida (Foto:  Divulgação)
Presidente sindical Altir Carneiro chama corretores para sindicalizarem (Foto: Divulgação)
A juíza Nádila de Jesus de Oliveira, da 8° Vara da Justiça do Trabalho do Estado, decidiu pela legalidade da atual formação da diretoria do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Pará (Sindmóveis).
A decisão foi tomada após um corretor contestar judicialmente a última eleição na entidade, ocorrida no dia 17 de novembro de 2015, que elegeu Altir Carneiro como presidente do sindicato. A juíza não encontrou nenhuma ilegalidade na votação e decidiu pela validade do pleito. “Não houve o que contestar. A eleição foi toda dentro da lei”, enfatiza Altir.
A nova diretoria ficarão à frente do sindicato até 31 de dezembro de 2018. “Ninguém é obrigado a se sindicalizar e nem a se recadastrar. Mas é muito importante para a classe ficar fortalecida”, afirma presidente. No Pará há cerca de 10 mil corretores, mas muitos ainda não são sindicalizados. “Convidamos os nossos colegas a virem até Sindmóveis rever sua situação”, diz Altir.

Feirantes enfim conhecem projeto de reforma


Feirantes enfim conhecem projeto de reforma (Foto: Elcimar Neves)
Feirantes se reuniram com membros do Iphan para conhecer e avaliar projeto de revitalização do Ver-o-Peso (Foto: Elcimar Neves)
Os feirantes finalmente tiveram acesso, na tarde de ontem, ao projeto de revitalização do Ver–o –Peso. Entretanto, não foi a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) quem fez a apresentação, e sim o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que analisa a proposta da gestão municipal.
O grupo de feirantes que participou da reunião com o Iphan não aprovou o projeto. Segundo o representante do setor de industrializados do Ve-o-Peso, Dalci Cardoso, o que está sendo analisado pela instituição não agrada a categoria. “Não comunicaram com clareza as intenções”, afirma. 
O feirante explica que, atualmente, todos os setores da feira são organizados. No entanto, com a revitalização, muitos segmentos ficarão distantes, uma realidade diferente do que a população já está acostumada. Cardoso, que trabalha há cerca de 20 anos no mercado, acredita que a reforma deveria ser feita mantendo as características da feira. “Diante do caos na saúde e no trânsito, agora ele (prefeito Zenaldo Coutinho) quer ‘livrar a cara dele’ no Ver-o-Peso. Estamos indignados.” 
Osvaldina da Silva Ferreira trabalha há 35 anos na feira vendendo refeição. Ela conta que cada trabalhador constrói sua clientela e tem a banca registrada. No entanto, segundo ela, o projeto da Prefeitura trará prejuízos a todos os trabalhadores. “Todo mundo é a favor da reforma, mas com o projeto ninguém concorda.” 
PREJUÍZO
Para Osvaldina, a qualidade das vendas vai diminuir se a revitalização for feita da forma como quer a Prefeitura. “Feira tem de ser aberta, inclusive é o nosso cartão postal. Agora eles querem fazer igual um galpão”, reclama. 
De acordo com a superintendente do Iphan no Pará, Maria Dorotéa de Lima, até o fim da análise, prevista para março, haverá reuniões com os feirantes para que eles venham a contribuir com o projeto de revitalização. “O Iphan vai se empenhar para que todos sejam ouvidos”, afirma Dorotéa. A equipe que analisa o projeto é formada por especialistas em arquitetura, antropologia e arqueologia.

Prédio está abandonado pela Prefeitura de Belém


Prédio está abandonado pela Prefeitura de Belém (Foto: Fernando Araújo)
Edifício já serviu de escritório regional do INSS. Hoje está em situação precária e a Prefeitura nada faz. (Foto: Fernando Araújo)
Localizado na avenida Presidente Vargas, um prédio público chama atenção pelo seu péssimo estado. Cercado por uma estrutura de metal azul escuro, com a logomarca da Prefeitura Municipal de Belém (PMB), o edifício tem as paredes pichadas e deterioradas. 
Há 20 anos, o prédio que funcionava como escritório regional do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) foi desativado. Com passar do tempo, o edifício de 5 andares já serviu de abrigo de usuário de drogas e moradores de rua e ganhou o apelido de ‘cortiço do Zenaldo’ (prefeito de Belém Zenaldo Coutinho). Em maio de 2012, cerca de 100 famílias ocuparam o edifício por 24h, mas logo foram expulsas pela Guarda Municipal de Belém.
A Prefeitura se responsabilizou pelo patrimônio público, que cogitou em fazer uma reforma para abrigar a Secretaria Municipal de Administração (Semad), mas não iniciou nenhuma obra no local. Porém, mesmo cercado e com as janelas e buracos tapados com uma parede de tijolos, a negligência com o prédio público continua. 
O guardador de carros Batista Monteiro, 52 anos, trabalha na Presidente Vargas há 40 anos. Ele acompanhou todo o processo de desocupação e lamenta em ver a atual situação do imóvel, que fica entre as ruas Ó de Almeida e Aristides Lobo. “Os bandidos de madrugada entram. Dormem. Vendem drogas. É um perigo”, disse. As paredes que foram feitas pela Prefeitura para evitar a entrada de invasores estão sendo quebradas. 
ACIDENTE
Segundo Batista, outro receio comum é que aconteça algum acidente uma vez que, basta um olhar mais atento para perceber que as caixas de ar-condicionado, concreto e parte do forro estão com suas estruturas comprometidas. O guardador de carro afirma que já viu cair vidros das janelas e pedaços de paredes. Quando chove, o risco destes materiais despencarem nos carros e nas pessoas que passam pela calçada estreita é ainda maior.
Hélio Melo, 56, também é guardador de carros naquela área. Trabalhando na avenida há 45 anos, ele diz que o prédio, que “deveria servir como algo útil à sociedade”, hoje causa transtornos por acumular água parada e possivelmente formar focos de mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre chikungunya, zika e dengue. “Dentro só é lixo e água parada por causa das goteiras. Ninguém limpa”, comentou, apontando para o edifício.
SEM RESPOSTA
A Prefeitura de Belém foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.